quarta-feira, 4 de março de 2009

O Bar

Muitos puritanos podem achar o bar um ambiente inóspito, degradável, onde somente freqüentam pessoas que perderam o rumo da vida, que estão imersas na mais profunda desilusão, seja amorosa ou existencial.

Eu diria que além de ser uma analise tendenciosa, também é simplista de mais. O bar é muito maior que isso, transcende a qualquer tentativa mesquinha de entender o seu real significado para nossa ínfima existência. Muitos os autores tentaram descreve-lo, tentaram. Pois o bar é inclassificável, indescritível, é verdade que muitos são parecidos, existem elementos que são peculiares, comuns a todos. Mais cada bar carrega consigo uma alma própria, respira, transpira, exala um cheiro característico, cada bar é único. Ao se chegar ao nirvana do estado alcoólico o ser humano ganha a condição social de bêbado e somente um verdadeiro bêbado consegue enxergar, sentir, apalpar, saborear essas sutis diferenças que existem entre os bares. Por exemplo, existe um bar para cada estado de espírito:

  1. O bar chique – Que só vamos quando estamos interessados em impressionar alguém. Pois tudo nele custa o olho da cara, porque o ambiente foi milimetricamente desenhado por um designer de ambientes do momento. Enfim são os mais frios, não nos sentimos bem, não é acolhedor, parece que todos estão representando algo que não o é.
  2. O bar da paquera – Esse sem sombra de dúvidas é um dos mais mal freqüentados, neles só encontram-se adolescentes com os hormônios em ebulição ou encalhados (as) com um único objetivo, encontrar alguém que os salve do limbo da solteirice eterna. São os bares que deturparam o real significado desse ambiente “sagrado” pros seus fieis apreciadores, uma vergonha sem tamanho pra classe de bares.
  3. O BAR – Eu costumo nomear simplesmente essa subclasse assim, pois essa é a mãe de todos os bares, todos de alguma forma derivaram desse. Esse é aquele que costumamos chamar de Botequim ou Boteco, esse sim tem uma seleta classe de pessoas que o freqüentam, e sabem do valor imensurável que esses singulares ambientes representam pra nossas vidas. É o bar que dividimos inesquecíveis noites de sexta com os amigos, onde conversamos os mais variados assuntos, da situação econômica do país, a quem ta pegando aquela amiga do trabalho, da faculdade. A aura que esses lugares emanam é simplesmente tranqüilizadora, podemos chegar o mais estressado, macambúzio, que “ele” de alguma forma nos conforta, acalma, dar colo, massageia o ego. Enfim, o que estivermos precisando o garçom traz na bandeja junto com a cerveja.

Quando for novamente a um bar, tente enxergar como “O verdadeiro bêbado” o ver. Sem preconceitos, simplesmente o sinta, deixe que o bar se mostre por completo, na sua plenitude, pode nascer ai uma linda história de amor. Um verdadeiro amor, sem cobranças, sem precisar ligar no dia seguinte, ou conhecer a sogra, o qual você pode ter certeza que quando precisar ele estará totalmente disposto a seu bel-prazer.

4 comentários:

Anônimo disse...

Finalmene isso ficou direitinho rsrrsrrss 1° a comentarrrrrrrrrrr!!!!!!!!!!!! adoreiii a estrutura, so o texto q e mt ebrio para mim kkkkkkkkkkkkkkk MONIQUE

Anônimo disse...

Hummm...Parabéns!

Anônimo disse...

Não pelas idéias, mas pelo texto.

Anônimo disse...

mmuito bem parabenssss rssssssssssssssssssss